sábado, julho 07, 2007

Arte, pornografia, propaganda, Eros e Tanatos

A arte e a pornografia estão situadas num parâmetro muito próximo na forma como a arte e a propaganda é induzida a servir como meio de lucratividade a meios e grupos de pessoas que desejam obter lucro. A questão é um tanto séria uma vez que a população em geral se passa a idéia de uma liberação de conceitos retrógrados onde o lado sexual merece ser solto e posto a mostra de maneira “livre”. É curioso, mas a “liberação” sexual que surte como meio para aprimoramento do ser humano ou como algo normal se plasma de uma maneira muito singular que é a debilitação do ser humano; entender a questão da debilitação é algo importante para não soar como moralista retrógrado ou em melhor apontamento pseudo-moralista: o ser humano tem pontos fracos que podem ser averiguados em muitos aspectos, incluindo na cultura onde alguns mitos, como Aquiles tinha um ponto vulnerável em seu corpo protegido, este ponto era o seu calcanhar. Em simbologia o calcanhar de Aquiles representa o sexo, porta por onde muitos perdem-se, se auto-destroem. A libido, impulso sexual descontrolado, inconsciente do homem pode levá-lo a ter grandes mudanças em sua vida; a energia sexual mal conduzida se cristaliza na forma de desejos, formas de pensar, aptidões e quando estas se originam de instintos negativos o homem cai profundamente na embriagação de seus sentidos que perdem a sobriedade. Há um mito sobre duas figuras bastante relevável: é o de Eros e Tanatos; Eros representa o instinto de vida, potencia positiva, etc., por oposição Tanatos representa a destruição, atitudes negativas, auto-deletério. Ambos representam aspectos da força sexual, no primeiro aspecto como direcionação a vida e sua vigorosidade, no segundo como instintos, tendências negativas que culminam na bestialização do ser humano, na fulminação por seus próprios instintos brutais, o lado animal.
A mídia sabe que para atingir grande percentual de aceitação e vinculação necessita de meios que mantenham as pessoas atentas aos seus produtos; a parte débil do ser humano como mostrada em várias alegorias mitológicas está no sexo primordialmente, dessa forma e com conhecimento acerca de tal questão de fascínio as empresas em sua publicidade ou veiculação inserem e utilizam maciçamente o apelo sexual para manter as pessoas em estado hipnótico diante de seus engendros, uma forma de escravização bastante eficaz decerto. Normalmente é muito difícil não ver alguma forma de propaganda onde o apelo a qualquer aspecto sexual não seja feito, é algo constante e sendo a libido irrefreada algo que descontrola as pessoas tornam-se auto-destruidoras pela anulação de suas consciências.

3 comentários:

Dinha disse...

ah, a massificação...

a massificação que não nos permite enxergar qualidades diversificadas, nos molda, nos muda, nos afoga...

João Domínio disse...

E aniquila, sendo como é feita, um processo sem compreensão do que ocorre.

J. Tanatos disse...

Menos uma "anulação de suas consciências" que a padronização de "linhas de raciocínio". A domesticação da consciência não pode ser evitada (anulação da cultura?); vamos refletir sobre qual domesticação concordamos?

A religião é o ópio do povo?
A mídia é o ópio do povo?
A filosofia é o ópio do povo?
O povo é o ópio dele mesmo?


Belo blog.
J. T.